Capital do Mundo

— Projeto em andamento...

Neste projeto dedico-me a retratar de forma documental a vida quotidiana na aldeia, sua gente, paisagens bucólicas e exuberantes. Este trabalho está a ser realizado em Alvarenga, uma freguesia do concelho de Arouca, no distrito de Aveiro, em Portugal.


Escolhi esta aldeia por ser a terra dos meus pais. Minha família nasceu em Alvarenga, a «Capital do Mundo». Por volta da década de 1950, uma parte (a minha) emigrou para o Brasil, onde viveram por cerca de 40 anos. Nós, os filhos nascidos no Rio de Janeiro, crescemos naquele país. Mais tarde, no início da década de 1990, quase todos retornaram à Portugal. Eu só vim em definitivo para a pátria ('terra dos pais') em 2009.


Antes da mudança definitiva, eu tinha passado duas temporadas em Alvarenga.


Na primeira, de quatro meses, eu tinha 8 anos. Esta temporada foi marcada por uma vida integral e imersiva no campo junto com avós e primos: botas de chuva, casacos de linha, brincadeiras nos montes, avistamento de animais silvestres e participação em costumes que eram muito estranhos para mim: desfolhadas, fabricação de vinho, feitura de farinha em moinhos de pedra.


Na segunda, de seis meses, eu tinha 20 anos. Esta temporada marcou-me por ser distinta da anterior, que tinha na memória de forma bucólica, lúdica. Ainda assim, vivi um ponto intermediário entre a cidade, ou seja, o Rio de Janeiro, e o campo. Já não participei tanto da cultura local, mas fiz muitos amigos. Muitos. Muitas vezes saíamos em grupos de 36 amigos. Foi uma experiência de socialização profunda, cercada de paisagens, cheiros, cores muito marcantes para mim. Foi quando decidi que queria vir um dia viver para cá. Quase fiquei já nessa temporada, mas afinal não pude.


Este pequeno resumo de experiências explica, ainda que de forma superficial, o meu interesse em documentar Alvarenga. Há também uma preocupação pessoal: deixar um legado visual para as gerações futuras de descendentes desta aldeia. Quando retornei ao Rio de Janeiro, aos 20 anos, pagaria fortunas por algo assim. Quem não daria a vida por recordações de um amor, á época, impossível?

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José Roldão

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Alvarenga faz parte da minha história. Por isso, decidi viver nesta aldeia e documentá-la. Alvarenga é a "Capital do Mundo".

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