Quem é o Logan?

Sim, quem! Não o "quê"! O Logan é inteligente, tem sentimentos, manias, vícios, tem graça, demonstra afetividade, raiva, desejos, vontades, comunica-se, enfim, é um indivíduo completo. Não é uma coisa, um objeto que eu possuo. Aliás, os nossos irmãos animais são mais completos que nós, os animais humanos. Cumprem com perfeição o seu destino. Um gato é sempre um gato em plenitude. Nós, pelo contrário, capengamos a vida inteira tentando ser humanos (na maioria das vezes) só pela metade. Mesmo assim é difícil.

Esta publicação visa mostrar que os gatos são muito afetivos e carinhosos, são fiéis e grandes companheiros. Não é verdade o que dizem por aí. Pode ser que os gatos abandonados — aqueles que precisam lutar para sobreviver — tenham desenvolvido um lado mais arrogante ou egoísta, mas nós, humanos, também não somos assim quando estamos nas mesmas condições? Se um gato for criado com carinho e atenção ele demonstrará essas qualidades. O bicho não me larga, no bom sentido!

Esta narrativa fotográfica não expõe todo o dia do Logan, pois senão seria uma publicação enfadonha. Vou mostrar os hábitos, aquilo que se repete todos os dias. Obviamente, há muito mais entre esses espaços quotidianos.

Bem, eu vivo sozinho. Divido a casa com o meu amigo Logan. A primeira coisa que eu, José Roldão, vejo quando acordo é isto:

Em seguida, ouço umas patinhas arranhando a porta do quarto. Levanto-me, abro a porta, volto para a cama e se estico a cabeça vejo esta cena:

Gosto de ficar uns minutos deitado antes de começar o meu dia. Abro o meu Instagram, vejo os comentários, e-mail... O Logan fica ali no fundo da cama, à espera:

Enfim, levanto-me. Visto minha roupa, pego minhas coisa na mesinha de cabeceira. Ele espera:

O Logan inventou uma nova mania há poucos meses: corre para a porta do meu escritório, mia e pede para que eu abra a porta. Quando uma pequena fresta se abre espreme-se lá para dentro e pede-me para abrir as portas de vidro e ir com ele à varanda do segundo andar aqui de casa. Esta:

Na próxima foto ele está miando: «Abre! Abre!»

Mas não se enganem: o Logan é um gato fofoqueiro:

Como no dia das fotos não havia novidade, o bicho ficou desapontado:

Enfim, nenhuma fofoca, nenhuma novidade, nem passarinho dando mole (outro dia tinha uma cobra enorme na varanda e o gato queria avançar na bicha), ele então resolve destilar charme e felinidade:

Passamos então à parte das nossas batalhas épicas:

Antes ou depois da ida à varanda, vou à casa de banho. Neste dia foi depois. Quando saio, o Logan está escondido atrás da porta do escritório esperando que eu volte para lá para saltar à minha frente todo esticado e com as patas no ar.

Hoje eu frustei o bicho. Espiei antes de passar:

Descemos. Quero dizer, eu desci, ele ainda esteve um tempo a fiscalizar o local.

Tudo fiscalizado, depois há as poses nas escadas.

Preparo meu café e enquanto a água ferve o Logan bebe água (ele bebe muita):

Enquanto bebo meu café e fumo um cigarro ele anda por ali à espera de brincadeiras.

Enfim, as brincadeiras:

Bem, preciso sair para fotografar. Vou fazer uma sessão fotográfica de casal, mas...

Não há jeito. Ele desiste e resolve ir para a cozinha comer alguma coisa.

Não sei o que o Logan faz enquanto estou fora, mas deve ser algo parecido com o que acontece quando estou editando e tratando as fotografias de uma sessão ou casamento, ou seja, algum tédio e passagem por todos os cantos da sala, aquela soneca depois do almoço...

Mas então o Logan ouve o som do meu carro e o portão da garagem a abrir, salta depressa e vai para os vidros esperar que eu atravesse o jardim:

Assim que eu abro a porta o Logan deita-se, rebola, enrosca-se nas minhas pernas e eu faço-lhe umas festinhas.

Fim da tarde. Vou esticar as costas depois de algumas horas de sessão fotográfica. Deito-me na cama. O sol me entorpece um pouco...

Escurece. Vou logo ver como ficaram as fotografias e acabo por tratar algumas para assinalar nas redes o dia de trabalho. O Logan deita-se sobre as minhas pernas esticadas no sofá, dorme e depois acorda e fica ali:

Bem, a expressão de carência não funcionou, então ele sobe uns degraus das escadas e tira outra soneca de corpo abandonado como só os felinos sabem fazer:

Fim do dia (eu vou me deitar lá pelas duas horas da madrugada), então arrumo as coisas, faço a caminha dele em cima do sofá, ponho mais ração, troco a água e dou uma coisa que o Logan ama desesperadamente: patê. Não fotografei esta parte porque dou muita atenção a este momento: o patê é meio que um prémio, um agrado, um agradecimento à Inteligência Cósmica por Ela ter criado os felinos.

Faço um carinho. Apago as luzes. Subo para o quarto...

«Boa noite, Logan. Dorme bem.»